O Rio de Moa – Bandeira 2

(com Diogo Cunha, organização das crônicas de Moacyr Luz)

Rio de Janeiro, Mórula 2025

“Para muitos caminhantes do planeta há o entendimento que tudo que existe é dotado de espiritualidade. Os espíritos correm mundo, se aninham em tudo e nesse fiar de intimidade vão dando o tom dos sentidos das coisas, seus usos e saberes. Os materialistas piram, cortam um dobrado com essa aposta, porém em um canto desse mundaréu o filósofo europeu, xará do fundador da Portela e do perspicaz palhaço brasileiro, nos chamaria atenção: “as pelejas pelas coisas brutas e materiais não se dão sem as mais refinadas e espirituais”. No Rio de Janeiro, essa quizumba armada às margens da baía, encruzada por trilhos suburbanos, vigiada pelos morros, imantada no axé de batedores de pernas, mentirosos, inventores de mundo, vagabundos de toda estirpe e edificada pelos balcões de botequins, caminha o cronista. Nosso querido Moa é iniciado nos fundamentos da escuta e mumunhas da palavra, acessa o espírito das coisas, uma espécie de clínico geral da rua, um bruxo que se hospeda no meio-fio e risca seus pontos de força enquanto contempla o passar da vida. Esse livro é também uma caldeira com porções de torresmo, gambiarras de afeto, perrengues da trívia, porres de esperança, medalhas de santo e chamegos de quintal, é um passeio na sensibilidade desse velho mandingueiro e reafirma Moacyr Luz como um fundamento carioca, que nos brinda nesses escritos com uma banca de soluções cotidianas”.

Luiz Rufino, pesquisador e escritor

Por André Diniz

Categoria: Livros

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